5 discos pro Outono

OUTONONem tudo na nossa vida sai como o esperado, não é mesmo? Por exemplo eu tinha planejado terminar essa lista pro dia 18 de Outubro, por que daí eu ia chegar aqui e falar “GALERA O OUTONO É DAQUI DOIS DIAS QUEM TÁ ANIMADO?”, desse modo fazendo uma referência ao post de verão, mas nem sempre as coisas dão certo e aqui estou eu 11 dias atrasado e há muito tempo sem botar nada, fazendo uma surpresa. E do que a vida é feita senão de surpresas? De estações. A vida ela é feita de surpresas e estações. E qual é a surpresa de hoje? Esse post. E qual é a estação de hoje? O Outono.

O Outono é a renegada das estações. É aquele momento do ano que não se encaixa nas lembranças agitadas de verão nem na tristeza calma do inverno, daí fica entre esses sentimentos. É uma estação melancólica mas muito bonita, acho que quando você tá imerso nessa atmosfera dividida todas as suas memórias vêm à tona e preenchem o espaço. Daí de repente você tá divido entre passado e presente, entre largar tudo e abraçar o que você tem, e ao mesmo tempo que você quer correr atrás dos sonhos impossíveis e tomar decisões você também quer deitar no seu quarto e pensar em tudo que você devia ter feito e não fez.

Deu pra entender direitinho né? Vou poupar você de mais falação de nada. Os cinco discos para curtir o outono:

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Modern Vampires of the City

Vampire Weekend - Modern Vampires of the City

Quando eu conheci o Vampire Weekend, que foi junto com The xx, o que me chamou a atenção foi a alegria das músicas, assim como aquela voz diferente do Ezra.

Agora eles anunciaram um novo álbum, Modern Vampires of the City, para seis de maio que, além de ter uma capa linda, traz algumas mudanças no estilo das músicas. A Step mostra bem isso, um ritmo bem mais calmo, quase que um domingo. E o clipe é um saudosismo novaiorquino que até lembra coisa do Woody Allen.

Escutando a Step e a Diana Young (que manteve bastante o estilo dos outros cds) ainda senti as brincadeiras deles, vi que a banda continua amadurecendo só que sem perder aquela boa essência deles.

Espero ansiosamente por esse cd para ver o que mais virá junto.

Indo além de coexistir

Tudo começou em 2009 quando o João me passou um tanto de músicas e, lá no meio delas, estava uma banda chamada “The xx”. Não me atraí por aquilo lá não.
Depois de escutar quase todas as outras bandas que lá estavam juntas resolvi dar uma chance a essa “The xx”. Se foi o João que passou então merece, no mínimo, respeito.

Coloquei pra tocar. Apaguei as luzes. Deitei na minha cama.
De repente começam toques de guitarra. batidas. palmas. Uma boa música para o fim de uma história. Mais um pouco e, quando vejo estou imerso em uma das mais perfeitas atmosferas musicais. A cada música tudo o que está em volta se torna apenas batidas, uma guitarra e duas vozes, sinceras. Um dos melhores sentimentos.

Quando aquilo acabou eu não sabia o que fazer. Eu estava perdido. Alegre. Em paz. Eufórico.

Procurei mais sobre a banda e conversei com o João, ele me disse que eles tinham ganho todos os prêmios possíveis e prováveis com esse álbum. Mas também né?! Não é pra menos. Seria inacreditável se eles não tivessem ganho.

Depois disso comecei a escutar várias e várias vezes esse cd. Não me cansava. Não conseguia digerí-lo por completo. A única coisa que sabia era que eu queria escutá-lo mais uma vez.

E passado dois anos, agora escutando ‘moderadamente’, eu me perguntava se o mundo não seria maravilhado com outro cd dessas lindas criaturas.

Chegou um dia que fiz uma mistura indevida com ele, que resultou em passar uns 6 meses sem querer nem ver aquele damn X em lugar nenhum, muito menos qualquer das batidas.

Fiquei assim até que em 2012, eis que me surge a notícia de um novo cd. Não acreditei naquilo. O que estava acontecendo?! Não sabia se eu devia ou queria escutar. Não aguentei. Fui lá e coloquei para tocar o novo cd.

Tudo começou com uma guitarra suave e a voz da Remy. E então batidas (!!!!!). Fui até o fim. Dessa primeira vez que eu escutei ainda não estava muito legal com eles (comigo?!). Repeti a dose. Over and over. Quando penso que não, lá estou eu novamente imerso. Encontrado no meio de cada música.

Agora eu não podia perder o ritmo e não tentar escutar o primeiro cd de novo. Tentei. Me supreendi. Tudo voltou como era. Lindo e maravilhoso.

[off-topic: o primeiro álbum é meu favorito, mas não nego que o segundo é fantástico.]

No meu aniversário o Mateus me deu de presente camisa fucking awesome com a capa do Coexist. Preciso nem falar o quanto gostei desse presente né?

… viagem para o futuro …. … …. 2013 aqui estamos!

Nunca gostei de EP’s, ou similares. Sei lá porque. Só não gosto. Porém acabei encontrando um adendo do XX, com três músicas. Os nomes me chamaram tanta a atenção que não resisti. Do you mind. Hot like fire. Teardrops. Como resistir a isso? Não tem jeito. Play. *———* Só posso dizer que acabei vendo que Do you mind e Hot like fire estão entre as minhas músicas favoritas deles. Por favor não perem nunca de fazerem coisas tão boas assim!

Depois disso tudo acabei descobrindo que The xx é minha banda favorita. Não tinha como não negar isso, na verdade.

Peraí, já te falei que nunca, até agora, tinha visto a letra de nenhuma das músicas deles? Então, nunca fiz isso.

Sentei esses dias pra traz e peguei letra por letra e reescutei (pela milionésima vez?) todas as músicas acompanhando as letras.

Por exemplo. No XX, as letras contam uma história de um romance, início, meio e fim. Só que está em ordem cronológica inversa. Lembra eu falar que o começo parecia o fim de uma história, então!!! Além de serem muito boas e complexas, as letras me fizeram pensar muito. Como se já não fosse o bastante, eles me colocaram pra pensar mais ainda. Ver muitas coisas de outra forma.

Se eu for dizer porque gosto (tanto) de The xx, é que me sinto bem com essas músicas minimalistas, as batidas, a atmosfera escura. É forte. Calmo.

Por mais que eu tente, não consigo expressar o tanto que gosto dessas músicas, o que elas causam em mim. Obrigado João.

The xx

The xx wikipedia

The xx, the three-part documentary by Pitchfork

The XX + the BBC Philharmonic, live in Bridlington

Com vocês, Quarta Feira

Existe uma boa razão pela qual eu não postei nada desde sexta cuja qual eu não vou falar, por que eu sou egoísta e ridículo.

Mas o que eu vou falar é que eu finalmente vi A Bruxa de Blair, e eu quero falar desse filme, então eu fiz uma seleçãozinha bem tosca de coisas relacionadas a horror/bruxas. Como eu não tenho muita coisa aproveitei pra falar de um outro filme que eu assisti, Berberian Sound Studio. Fica a dica pra quem tiver qualquer coisa medonha ou assustadora: me mande pois eu quero usar.

Clipe – Royksopp – What Else is There?

Eis aqui um clipe bem antigo, que é relacionado ao tema porém não ao gênero, mas eu quis colocar mesmo assim por que tem algo na bruxa do vídeo que me inspira demais, sei lá. A música é do Royksopp (que já deu as caras por aqui) com vocais da Karin Dreijer, vocalista do The Knife (que também já deram as caras por aqui).

Trailer – V/H/S

Agora esse.. O filme independente V/H/S é do mesmo séquito found-footage de A Bruxa de Blair, esses filmes gravados em primeira pessoa com a proposta de serem feitos a partir de gravações “reais” (só que é tudo de mentirinha).  Na história alguns jovens são pagos pra roubar uma fita de uma casa, e acabam encontrando vários VHSs, que por sua vez contém as seis histórias que compõe o filme, cada uma dirigida por um diretor. Aparentemente o filme é bem fiel à proposta (exceto pelo que parece ser uma conversa de skype gravada em vhs),  tanto que ele só existe em qualidade baixa. O filme já estreou, foi relativamente bem recebido, e já tem uma sequência confirmada, que aparentemente se chamará S-VHS.

Trailer – The Conjuring

Olha, eu sei que eu sou cagão e tenho medo de tudo, mas esse trailer me matou e e eu estou morto e enterradíssimo blogando do céu está muito legal dercizona mandou 1beijo. Assista, apenas, e depois venha aqui segurar minha mão pra eu poder dormir.

Filme – Berberian Sound Studio


(IMDb / Trailer)

O terror por trás dos filmes de terror. Essa foi a proposta de Peter Strickland quando ele criou Berberian Sound Studio, que acompanha a história de um engenheiro de som inglês, que é chamado até um estúdio na Itália para trabalhar na produção de um giallo, um subgênero de horror italiano, popularizado por Dario Argento (Suspiria, Phenomena) e Lucio Fucli (A Casa dos Mortos Vivos).

O filme na verdade é um anti-horror, abre mão de clichês, desconstrói todos os moldes e explora novas formas de fuder com a sua cabeça. Você não vai pular da cadeira, não vai agarrar o braço de ninguém, não vai roer a unha, mas a atmosfera macabra e o roteiro bem construído e super metalinguístico vão te prender e te deixar com cara de “que porra” quando acabar. Berberian Sound Studio foi considerado por alguns críticos e quem sabe por até mesmo euzinho como o melhor filme de 2012.

Aviso: pode ser que você deteste o filme com todas as forças.

Filme – The Blair Witch Project


(IMDb / Trailer)

Found-footage é um estilo que de tanto ser usado já tá perdendo a graça, e que já não é mais ousado nem inovador, mas antes dos 15 Atividade Paranormal existia A Bruxa de Blair que, se não me engano, foi um dos primeiros filmes desse estilo, e com certeza o mais marcante até hoje.

O filme conta a história de três colegas que se metem no meio da floresta pra fazer um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair, mas eis que a lenda é mais real do que eles pensavam, e à medida que os três tentam sair da floresta a situação vai piorando, até o eventual encontro com a bruxa. Mas mais importante que o roteiro é o método de criação do filme: os diretores contrataram três atores especialistas em improvisação e deram pra eles o roteiro, que continha incríveis zero falas, e duas câmeras. O resto do filme basicamente aconteceu, todas as falas foram criadas pelos atores e todas as cenas foram gravadas por eles, enquanto a equipe cuidava basicamente dos efeitos sonoros, já que até a iluminação vinha da lanterna das câmeras.

Como resultado, um filme de horror que te joga pra dentro da situação agoniante dos personagens e te envolve numa atmosfera suja e aterrorizante, sem sequer mostrar o monstro. Pra quem gosta do gênero é uma sessão obrigatória.

Com vocês, Quarta Feira.

Sim, eu sei que é sexta e eu tô atrasado, mas o que importa é ter saúde.

Ilustração – Kimberly Denson

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Eu não sei muito sobre a Kimberly Denson, na descrição do flickr da pessoa está escrito somente “society as a hole”, achei legal, inteligente, mas informação que é bom? Sei que eu curto esse tipo de trabalho, misturando mídias, colagens, tintas..

Vídeo – Instant Face Maker

O Faceheads, criador desse vídeo acima, é um coletivo de arte de Moscou e, como eles mesmo descrevem, são “advogados da simplicidade”, interessados em tudo que é possível e extrapoladores de limites. Acho que descreve bem a essência do vídeo, fica como tarefa de casa procêis.

Escultura – Li Hongbo

Você provavelmente viu o Li Hongbo sendo compartilhado no facebook ou coisa parecida. Tudo bem, eu conheci ele por coisa parecida. Por alguma razão, de uns tempos pra cá ele bombou no facebook, no tumblr, no pinterest.. Talvez tenha a ver com as esculturas super complexas e maleáveis de papel dobrado que ele faz? Talvez. Mas talvez ele tenha comprado a internet e no caso nunca saberemos. O site que eu linkei acima é bem reduzido, recomendo jogar no google.

Vídeo – The Eagleman Stag

The Eagleman Stag é muito bom, e eu nem tenho certeza se eu entendi. Sei que é feito todo com papel, e é cheio de zooms.. então já se sabe que deu uma trabalheira, talvez por isso tenha ganho o BAFTA de melhor curta.. HOJE É O DIA DO TALVEZ~~

Clipe – Atoms For Peace – Ingenue

Ó! Ó! Se eu tivesse postado na quarta eu não poderia colocar este LINKS BÔNUS do clipe que saiu ontem QUEM É O ATRASADO AGORA????? Ai gente, não preciso nem falar que o Thom Yorke pode fazer o que ele quiser.. fazer clipe dançando então. Não deixe de conferir AMOK, o novo cd do projeto do Atoms For Peace, do Thom.

Livro – A Culpa é das Estrelas

Veja bem, no mês de fevereiro eu li muitos livros. Ao todo foram quatro livros, ou seja, quatro tapas na cara de quem falou que eu não ia conseguir.

*beija o ombro*

Dos quatro o que eu mais gostei foi A Culpa é das Estrelas, do John Green. Assim como eu absolutamente tudo que eu coloco aqui eu não quero falar muito sobre e eu não vou, por que vocês leem e ficam sabendo de tudo antes e “ah depois eu vejo rerer”. Mas eu posso adiantar que o livro é muito legal, não é clichê, não é previsível, é super tranquilo de se ler.. É um livro com dois adolescentes com câncer e não é nem sobre câncer nem sobre adolescência! É sobre essas coisas.. todas essas coisas.. estrelas e tal.

O que importa é: Leia esse livro, não leia esse blog. Sério eu sou estranho, escrevo tudo errado, nem leio de novo, eu usava bandana na cabeça pra ir pra aula quando eu tinha uns dez anos… pra quê, sabe?

Pra quê?