Canções para dias de chuva

Dias de chuva… ah, os dias de chuva! São aqueles dias em que quebramos o nosso silêncio com o barulho da água caindo lá fora. Cobertores, aconchego, silêncio, música, paz. Sentidos e sentimentos.

Introspecção

hyhTernura

for emaEtéreo

xx

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Com vocês, Quarta Feira.

Quartas feiras sempre foram um problema pra mim, e depois que eu inventei de fazer esse blog só piorou, por que daí eu tinha que me preocupar em fazer as porcarias dos posts semanais. Mas agora as coisas vão mudar, eu vou fazer os posts na quinta feira. Não, brincadeira, eu tô atrasado mesmo; mas uma coisa que vai mudar é que eu não vou me forçar a fazer isso toda quarta. Se eu tiver material pra isso bom, se não paciência, faço quando puder, não devo nada a ninguém.

Então, pra começar o ano vamos focar no começo do ano. Desde que esse 2014 começou eu honestamente não posso dizer que estou passando pelo momento mais feliz da minha vida E É ASSIM QUE EU COMEÇO O ANO, SRAS E SRS, e eu estava animado pra esse ano, mas força que melhora. Enfim, eu me dei com uma pá de coisas que me deixam felizes e que eu fico com vontade de ver de novo e de novo, por que sim. A primeira delas é uma promessa, no caso de um álbum, por que desde que Metronomy lançou I’m Aquarius eu tô ouvindo e vendo esse lindo clipe e esperando pelo cd.


me leve pras alturas, banda maravilhosa

Metronomy é uma das minhas bandas favoritas e eles lançaram três álbuns maravilhosos em uma patada, um deles é uma das coisas mais inspiradoras que eu conheço, o Nights Out, recomendo 10/10. Ainda nessa vibe eletrônica/psicodélica, um site que eu não me canso de visitar é o cachemonet.


sutil

Cachemonet é um site gerador de arte aleatória, baseada em imagens curadas do tumblr, com uma música ótima de fundo (se chama Windowdipper, e essa música me viciou dum tanto). Parece bobo, e provavelmente é, mas tem 50% de chance de te viciar também, então eu tomaria cuidado.

Coisa que acabou de me deixar feliz também foi ler esse texto aqui, que nessa época tá mais necessário que tudo. se chama Pelo fim da patrulha do gosto alheio, e pede o fim da patrulha do gosto alheio. Não dou spoiler, leiam.


chupada do texto, auto explicativo

Agora a coisa mais maravilhosa foi esse vídeo. Se vocês quiserem ouvir a um apelo meu ouça este: veja. This Actually Happens A Lot do animador Tom Law, que inclusive tem uma pá de animações maravilhosas, mas essa, gente, fico sorrindo bobo..


sutil (de vdd)

Outra e última coisa a me deixar sorrindo bobo é o primeiro e único e homônimo cd do Suburban Lawns. Conheci no finalzinho do ano passado, no blog do Séamus Gallagher, aquele quadrinista que eu falei aqui. É divertido, rápido de ouvir, às vezes é mais explosivo, com uma leve gritaria, mas no geral é um tipo de post-punk animadinho (não faz muito sentido, tô ligado). Janitor, a música mais conhecida deles, dá até pra ouvir com a mãe que ela vai achar divertida, nem vai pereber que o filho tá escutando música obscura dos anos 80 e sendo uma decepção pra família..


pra ouvir Janitor clica na imagem, pra baixar procura no google que ninguém aqui é teu empregado

E é cantando “I’m a Janitor. Oh my genitals!” que eu encerro essa encomenda atrasada. Espero que curtam o novo formato, acho que vai me facilitar escrever essas coisas.. Digam o que acharam, se quiserem, se não quiserem eu não tô nem aí.

Mixtape – A morte de tudo o que você já foi

capa
baixe / ouça

contracapa

“Com a morte de cada homem termina um universo cultural específico, mais ou menos rico mas sempre original e irrepetível. O que o homem deixa quando morre – os seus escritos, os objectos culturais que criou, a memória da sua palavra, dos seus gestos ou do seu sorriso naqueles que com ele viveram, os filhos que gerou – tudo exprime uma realidade que está para além do corpo físico, de um certo corpo físico que esse homem usou para viver o seu limitado tempo pessoal de ser homem.”

Um planta nascendo é processo tanto de vida quanto de morte; uma “criação destrutiva”, em que semente é destruída à medida que a planta cresce.

13 álbuns de 2013 pra 2013

Essa é a última lista que eu faço em 2013. Sim, eu sei que já é 2014, mas eu começei a fazer em 2013 e são de álbuns de 2013 então silêncio que eu tô certo. Eu realmente deiei de acreditar na eficiência dessas listas numeradas de “melhores tais”, de modo que a idéia dessa lista nao foi fazer um top 10, nem colocar os melhores álbuns, nem meus favoritos, nem os que eu mais ouvi. São 13 ótimos álbuns de 2013, escolhidos pelo conjunto de sentimentos e sensações que eles evocam e a proximidade desses temas com o ano que passou, pelo menos pra mim. Sei que álbuns ótimos ficaram de fora dessa lista, fiquem à vontade pra sugerir e fazer as suas versões.

Em ordem alfabética, os 13 álbuns de 2013 pra 2013:

ANTES QUE TU CONTE OUTRA, do Apanhador Só, para a relutância.

Aquela sensação de murro na boca do estômago, que te assola e nada explica, traduzida lindamente em música. “[…]capturou um dos sentimentos mais necessários e urgentes de um ano tão conturbado: a desconfiança” como disse muito bem esse texto. Vai ler ele inteiro.

CADAFALSO, do Momo, para a solidão.

Cadafalso (substantivo) é um palco aberto onde se executa alguém. Momo jura que “ninguém vai morrer pela lâmina da faca”, mas as músicas, Bossas lindas e melancólicas, são a sua confissão, seu julgamento e sua execução. E por mais que ele diga que “você nunca mais andará sozinho”, o álbum soa mais como um monólogo do que como uma reunião.

EXCAVATION, do The Haxan Cloak, para a morte.

Eu realmente acredito que música tem poder, então eu já aviso pra tomarem cuidado com esse cara. Haxan Cloak cria música eletrônica, ambiente, industrial, sobrenatural.. Excavation é um ensaio complexo sobre a morte como jornada, processo contínuo, mais do que como evento, ou ponto final da história; e é tão assustador e pesado quanto parece ser.

FIELD OF REEDS, dos These New Puritans, pra se desconstruir.

TNP criaram uma obra perfeita tecnicamente: um álbum lindamente costurado e conceitualizado, que poderia muito bem ser uma ópera. Conta a história de dois amantes vagando, que na esperança de estarem juntos de novo, se perdem cada vez mais em labirintos, em mares escuros, em ilhas mágicas e em si mesmos.

IMMUNITY, do Jon Hopkins, pra curar.

Hipnótico, delicado, impactante, eu podia escrever uma página de adjetivos sobre Immunity e seu universo, ao mesmo tempo enorme e microscópico. Eletrônico IDM de ambientação, tem camadas suficientes pra te botar pra correr mas também pra te deixar meditando enquanto boia na imensidão.

INNOCENCE IS KINKY, da Jenny Hval, pro sexo.

Não, não é música pra ouvir durante o sexo (NÃO). É um álbum experimental, gutural, cru, chocante, que põe em cheque nossa relação com o sexo, sua essência; natural demais pra ser tratado como tabu, mas sobrenatural demais pra ser banalizado. Pra botar as definições e regras de cabeça pra baixo.

ONCE I WAS AN EAGLE, da Laura Marling, pela vida.

Laura Marling em novas experiências com o folk, menos country, mais serena, mais feliz. Isso é música pra celebrar as coisas grandes da vida, suas conquistas, suas independências, suas ambições, suas felicidades e até a própria vida, sem economias.

REFLEKTOR, do Arcade Fire, para a luz.

Eu não consigo definir ao certo o tipo de música que Arcade Fire faz, mas é linda. Quando você acha que tem eles na parede, eles fazem isso. explorando tudo que é sonoridade possível, eles entregam uma obra que joga luz na pós-modernidade e na tecnologia, e em como isso afeta a nós humanos, nossas relações, a arte, a música, a espiritualidade.. e quão longe estamos dispostos a ir pra nos conectar.

SHAKING THE HABITUAL, do The Knife, para a liquidez.

Teve essa época em que eu tinha a sensação de que tudo tava muito errado, de eu não fazer sentido em meio nenhum, de não poder se agarrar a nada. Tentando explicar esse sentimento eu disse pra uma amiga que eu tava me sentindo líquido e todo o resto era sólido. Do título à capa, incluindo as vinhetas ambiente de vinte minutos, o álbum de eletrônico experimental evoca essa sensação de não pertencer; de não encaixar; e escorrer.

SILENCE YOURSELF, das Savages, para o silêncio.

Nas palavras das próprias: “E se o mundo se calasse, mesmo que por um minuto, talvez nós começaríamos a ouvir o ritmo distante de um som jovem e raivoso e iríamos nos recompor. Talvez, tendo desconstruído tudo, nós deveríamos pensar em botar tudo de volta no lugar. Fique em Silêncio.” Nada a acrescentar.

SLEEPER, da Carmen Villain, para o frio.

Carmen era uma modelo de revistas globais, Vogue, Elle, Marie Claire. Toda convenção machista e esnobe estraçalhou aos seus pés quando ela lançou um álbum de músicas que ela escrevia e compunha em segredo durante suas viagens de trabalho, inspiradas na sonoridade de bandas como Sonyc Youth, Broadcast, com influências de música experimental, drone, country e até metal. Uma peça ao mesmo tempo tão íntima e pessoal quando crua e densa, que soa como o vento de inverno soprando no seu ouvido.

TO SEE MORE LIGHT, do Colin Stetson, para a redenção.

Colin Stetson cria música que se situa em um estilo próprio, uma mescla de folk, industrial e erudito. Com um só instrumento e alguns vocais emprestados, ele te põe pra lutar contra seu animal interior, pra ser abandonado, pra se tornar outros seres e, por último, pra se redimir com si mesmo.

YOU HAVE ALREADY GONE TO THE OTHER WORLD, do A Hawk and a Hacksaw, para a espiritualidade.

Evoluindo a própria sonoridade de uma maneira absurda e alternando entre criações próprias e versões de músicas Hutsul antigas, a banda criou uma obra tão rica quanto suas referências. O álbum, que funciona como a trilha sonora de um filme de 1964, parece realmente vir do outro mundo, e serve de trilha sonora para tentar encontrar sua própria espiritualidade, que seja única e sua.

Agora sim, vamo pra 2014 :)

Com vocês, Quarta Feira.

Boa noite uma ótima noite a todos. Então gente hoje eu vou falar bem rapidinho com vocês por que eu estou um pouco caindo de sono.

O Sono (do latim somnu, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros vertebrados, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.

Essa foi uma pequena introdução pra quem não conhece eu peguei de um site super legal o nome é WW.WIKIPEDIA.COM quem não conhece pode acessar por que não é virus.

Vídeo – As Aventuras Existenciais de Tim Maia

Outra coisa que você pode mesmo clicar por que não é virus é essa imagem aí de cima. Se você clicar vai começar a passar um vídeo gente o site do vídeo é super legal chama youtube tem vários vídeos alguns são legais outros não. Esse é uma animação que fizeram pro lançamento duma coletânea do Tim Maia que foi lançada mundialmente, a animação é bem linda e é narrada pelo Devendra Banhart.

Ilustração – Brendan Wenzel

O que que é essa galinha João Gabriel? Olha eu não sei mas com certeza que o Brendan Wenzel sabe por que foi ele que desenhou, e não foi só isso que ele desenho por que ele também desenhou muito mais coisas, então não precisa ver só a galinha pode ver o resto, é só clicar na foto lá em cima ou então aqui no texto em azul.

Pintura – Michael Gaughan

O que é isso João Gabriel não consegui acessar do meu celular. É por que não é um qr code, querido, é uma obra de arte. Ah mas eu não entendi. Evidência 1 de que é uma obra de arte: isso mesmo, você não entendeu. O artista no caso é o Michael Gaughan (não tentem pronunciar) e ele pinta esse tipo de coisa, bem alegre, colorida, misturando uma modernidades, séries, com uma sacadinha bem humorada.. O sítio online dele você pode acessar sem pagar nada basta clickar nos links acima.

Vídeo – Havana Heat

Esse vídeo é muito legal, é bem fofo eu achei. Na verdade não é um vídeo é uma PROPAGANDA. Mas não deixa de ser um vídeo, né? É. Essa propaganda é de um site de livros que eu achei que seria bem legal mas na verdade vende livro do Nicholas Sparks, mas o vídeo vale à pena gente então assistam ele. Funciona igal o primeiro, só clicar na imagem que toca sozinho não precisa digitar linhas de comando nem sequer inserir um disquete.

Hoje eu não vou falar de filme nenhum por que eu não assisti nada que valha a pena botar aqui e por que eu quero dormir. Quem quiser dormir junto comigo pode é muito fácil basta deitar na sua cama e dormir por que eu já estou dormindo aqui na minha.

Um beijo ou até mesmo dois.

5 discos pro Outono

OUTONONem tudo na nossa vida sai como o esperado, não é mesmo? Por exemplo eu tinha planejado terminar essa lista pro dia 18 de Outubro, por que daí eu ia chegar aqui e falar “GALERA O OUTONO É DAQUI DOIS DIAS QUEM TÁ ANIMADO?”, desse modo fazendo uma referência ao post de verão, mas nem sempre as coisas dão certo e aqui estou eu 11 dias atrasado e há muito tempo sem botar nada, fazendo uma surpresa. E do que a vida é feita senão de surpresas? De estações. A vida ela é feita de surpresas e estações. E qual é a surpresa de hoje? Esse post. E qual é a estação de hoje? O Outono.

O Outono é a renegada das estações. É aquele momento do ano que não se encaixa nas lembranças agitadas de verão nem na tristeza calma do inverno, daí fica entre esses sentimentos. É uma estação melancólica mas muito bonita, acho que quando você tá imerso nessa atmosfera dividida todas as suas memórias vêm à tona e preenchem o espaço. Daí de repente você tá divido entre passado e presente, entre largar tudo e abraçar o que você tem, e ao mesmo tempo que você quer correr atrás dos sonhos impossíveis e tomar decisões você também quer deitar no seu quarto e pensar em tudo que você devia ter feito e não fez.

Deu pra entender direitinho né? Vou poupar você de mais falação de nada. Os cinco discos para curtir o outono:

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Modern Vampires of the City

Vampire Weekend - Modern Vampires of the City

Quando eu conheci o Vampire Weekend, que foi junto com The xx, o que me chamou a atenção foi a alegria das músicas, assim como aquela voz diferente do Ezra.

Agora eles anunciaram um novo álbum, Modern Vampires of the City, para seis de maio que, além de ter uma capa linda, traz algumas mudanças no estilo das músicas. A Step mostra bem isso, um ritmo bem mais calmo, quase que um domingo. E o clipe é um saudosismo novaiorquino que até lembra coisa do Woody Allen.

Escutando a Step e a Diana Young (que manteve bastante o estilo dos outros cds) ainda senti as brincadeiras deles, vi que a banda continua amadurecendo só que sem perder aquela boa essência deles.

Espero ansiosamente por esse cd para ver o que mais virá junto.

Indo além de coexistir

Tudo começou em 2009 quando o João me passou um tanto de músicas e, lá no meio delas, estava uma banda chamada “The xx”. Não me atraí por aquilo lá não.
Depois de escutar quase todas as outras bandas que lá estavam juntas resolvi dar uma chance a essa “The xx”. Se foi o João que passou então merece, no mínimo, respeito.

Coloquei pra tocar. Apaguei as luzes. Deitei na minha cama.
De repente começam toques de guitarra. batidas. palmas. Uma boa música para o fim de uma história. Mais um pouco e, quando vejo estou imerso em uma das mais perfeitas atmosferas musicais. A cada música tudo o que está em volta se torna apenas batidas, uma guitarra e duas vozes, sinceras. Um dos melhores sentimentos.

Quando aquilo acabou eu não sabia o que fazer. Eu estava perdido. Alegre. Em paz. Eufórico.

Procurei mais sobre a banda e conversei com o João, ele me disse que eles tinham ganho todos os prêmios possíveis e prováveis com esse álbum. Mas também né?! Não é pra menos. Seria inacreditável se eles não tivessem ganho.

Depois disso comecei a escutar várias e várias vezes esse cd. Não me cansava. Não conseguia digerí-lo por completo. A única coisa que sabia era que eu queria escutá-lo mais uma vez.

E passado dois anos, agora escutando ‘moderadamente’, eu me perguntava se o mundo não seria maravilhado com outro cd dessas lindas criaturas.

Chegou um dia que fiz uma mistura indevida com ele, que resultou em passar uns 6 meses sem querer nem ver aquele damn X em lugar nenhum, muito menos qualquer das batidas.

Fiquei assim até que em 2012, eis que me surge a notícia de um novo cd. Não acreditei naquilo. O que estava acontecendo?! Não sabia se eu devia ou queria escutar. Não aguentei. Fui lá e coloquei para tocar o novo cd.

Tudo começou com uma guitarra suave e a voz da Remy. E então batidas (!!!!!). Fui até o fim. Dessa primeira vez que eu escutei ainda não estava muito legal com eles (comigo?!). Repeti a dose. Over and over. Quando penso que não, lá estou eu novamente imerso. Encontrado no meio de cada música.

Agora eu não podia perder o ritmo e não tentar escutar o primeiro cd de novo. Tentei. Me supreendi. Tudo voltou como era. Lindo e maravilhoso.

[off-topic: o primeiro álbum é meu favorito, mas não nego que o segundo é fantástico.]

No meu aniversário o Mateus me deu de presente camisa fucking awesome com a capa do Coexist. Preciso nem falar o quanto gostei desse presente né?

… viagem para o futuro …. … …. 2013 aqui estamos!

Nunca gostei de EP’s, ou similares. Sei lá porque. Só não gosto. Porém acabei encontrando um adendo do XX, com três músicas. Os nomes me chamaram tanta a atenção que não resisti. Do you mind. Hot like fire. Teardrops. Como resistir a isso? Não tem jeito. Play. *———* Só posso dizer que acabei vendo que Do you mind e Hot like fire estão entre as minhas músicas favoritas deles. Por favor não perem nunca de fazerem coisas tão boas assim!

Depois disso tudo acabei descobrindo que The xx é minha banda favorita. Não tinha como não negar isso, na verdade.

Peraí, já te falei que nunca, até agora, tinha visto a letra de nenhuma das músicas deles? Então, nunca fiz isso.

Sentei esses dias pra traz e peguei letra por letra e reescutei (pela milionésima vez?) todas as músicas acompanhando as letras.

Por exemplo. No XX, as letras contam uma história de um romance, início, meio e fim. Só que está em ordem cronológica inversa. Lembra eu falar que o começo parecia o fim de uma história, então!!! Além de serem muito boas e complexas, as letras me fizeram pensar muito. Como se já não fosse o bastante, eles me colocaram pra pensar mais ainda. Ver muitas coisas de outra forma.

Se eu for dizer porque gosto (tanto) de The xx, é que me sinto bem com essas músicas minimalistas, as batidas, a atmosfera escura. É forte. Calmo.

Por mais que eu tente, não consigo expressar o tanto que gosto dessas músicas, o que elas causam em mim. Obrigado João.

The xx

The xx wikipedia

The xx, the three-part documentary by Pitchfork

The XX + the BBC Philharmonic, live in Bridlington

Com vocês, Quarta Feira

Existe uma boa razão pela qual eu não postei nada desde sexta cuja qual eu não vou falar, por que eu sou egoísta e ridículo.

Mas o que eu vou falar é que eu finalmente vi A Bruxa de Blair, e eu quero falar desse filme, então eu fiz uma seleçãozinha bem tosca de coisas relacionadas a horror/bruxas. Como eu não tenho muita coisa aproveitei pra falar de um outro filme que eu assisti, Berberian Sound Studio. Fica a dica pra quem tiver qualquer coisa medonha ou assustadora: me mande pois eu quero usar.

Clipe – Royksopp – What Else is There?

Eis aqui um clipe bem antigo, que é relacionado ao tema porém não ao gênero, mas eu quis colocar mesmo assim por que tem algo na bruxa do vídeo que me inspira demais, sei lá. A música é do Royksopp (que já deu as caras por aqui) com vocais da Karin Dreijer, vocalista do The Knife (que também já deram as caras por aqui).

Trailer – V/H/S

Agora esse.. O filme independente V/H/S é do mesmo séquito found-footage de A Bruxa de Blair, esses filmes gravados em primeira pessoa com a proposta de serem feitos a partir de gravações “reais” (só que é tudo de mentirinha).  Na história alguns jovens são pagos pra roubar uma fita de uma casa, e acabam encontrando vários VHSs, que por sua vez contém as seis histórias que compõe o filme, cada uma dirigida por um diretor. Aparentemente o filme é bem fiel à proposta (exceto pelo que parece ser uma conversa de skype gravada em vhs),  tanto que ele só existe em qualidade baixa. O filme já estreou, foi relativamente bem recebido, e já tem uma sequência confirmada, que aparentemente se chamará S-VHS.

Trailer – The Conjuring

Olha, eu sei que eu sou cagão e tenho medo de tudo, mas esse trailer me matou e e eu estou morto e enterradíssimo blogando do céu está muito legal dercizona mandou 1beijo. Assista, apenas, e depois venha aqui segurar minha mão pra eu poder dormir.

Filme – Berberian Sound Studio


(IMDb / Trailer)

O terror por trás dos filmes de terror. Essa foi a proposta de Peter Strickland quando ele criou Berberian Sound Studio, que acompanha a história de um engenheiro de som inglês, que é chamado até um estúdio na Itália para trabalhar na produção de um giallo, um subgênero de horror italiano, popularizado por Dario Argento (Suspiria, Phenomena) e Lucio Fucli (A Casa dos Mortos Vivos).

O filme na verdade é um anti-horror, abre mão de clichês, desconstrói todos os moldes e explora novas formas de fuder com a sua cabeça. Você não vai pular da cadeira, não vai agarrar o braço de ninguém, não vai roer a unha, mas a atmosfera macabra e o roteiro bem construído e super metalinguístico vão te prender e te deixar com cara de “que porra” quando acabar. Berberian Sound Studio foi considerado por alguns críticos e quem sabe por até mesmo euzinho como o melhor filme de 2012.

Aviso: pode ser que você deteste o filme com todas as forças.

Filme – The Blair Witch Project


(IMDb / Trailer)

Found-footage é um estilo que de tanto ser usado já tá perdendo a graça, e que já não é mais ousado nem inovador, mas antes dos 15 Atividade Paranormal existia A Bruxa de Blair que, se não me engano, foi um dos primeiros filmes desse estilo, e com certeza o mais marcante até hoje.

O filme conta a história de três colegas que se metem no meio da floresta pra fazer um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair, mas eis que a lenda é mais real do que eles pensavam, e à medida que os três tentam sair da floresta a situação vai piorando, até o eventual encontro com a bruxa. Mas mais importante que o roteiro é o método de criação do filme: os diretores contrataram três atores especialistas em improvisação e deram pra eles o roteiro, que continha incríveis zero falas, e duas câmeras. O resto do filme basicamente aconteceu, todas as falas foram criadas pelos atores e todas as cenas foram gravadas por eles, enquanto a equipe cuidava basicamente dos efeitos sonoros, já que até a iluminação vinha da lanterna das câmeras.

Como resultado, um filme de horror que te joga pra dentro da situação agoniante dos personagens e te envolve numa atmosfera suja e aterrorizante, sem sequer mostrar o monstro. Pra quem gosta do gênero é uma sessão obrigatória.

Com vocês, Quarta Feira.

Sim, eu sei que é sexta e eu tô atrasado, mas o que importa é ter saúde.

Ilustração – Kimberly Denson

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Eu não sei muito sobre a Kimberly Denson, na descrição do flickr da pessoa está escrito somente “society as a hole”, achei legal, inteligente, mas informação que é bom? Sei que eu curto esse tipo de trabalho, misturando mídias, colagens, tintas..

Vídeo – Instant Face Maker

O Faceheads, criador desse vídeo acima, é um coletivo de arte de Moscou e, como eles mesmo descrevem, são “advogados da simplicidade”, interessados em tudo que é possível e extrapoladores de limites. Acho que descreve bem a essência do vídeo, fica como tarefa de casa procêis.

Escultura – Li Hongbo

Você provavelmente viu o Li Hongbo sendo compartilhado no facebook ou coisa parecida. Tudo bem, eu conheci ele por coisa parecida. Por alguma razão, de uns tempos pra cá ele bombou no facebook, no tumblr, no pinterest.. Talvez tenha a ver com as esculturas super complexas e maleáveis de papel dobrado que ele faz? Talvez. Mas talvez ele tenha comprado a internet e no caso nunca saberemos. O site que eu linkei acima é bem reduzido, recomendo jogar no google.

Vídeo – The Eagleman Stag

The Eagleman Stag é muito bom, e eu nem tenho certeza se eu entendi. Sei que é feito todo com papel, e é cheio de zooms.. então já se sabe que deu uma trabalheira, talvez por isso tenha ganho o BAFTA de melhor curta.. HOJE É O DIA DO TALVEZ~~

Clipe – Atoms For Peace – Ingenue

Ó! Ó! Se eu tivesse postado na quarta eu não poderia colocar este LINKS BÔNUS do clipe que saiu ontem QUEM É O ATRASADO AGORA????? Ai gente, não preciso nem falar que o Thom Yorke pode fazer o que ele quiser.. fazer clipe dançando então. Não deixe de conferir AMOK, o novo cd do projeto do Atoms For Peace, do Thom.

Livro – A Culpa é das Estrelas

Veja bem, no mês de fevereiro eu li muitos livros. Ao todo foram quatro livros, ou seja, quatro tapas na cara de quem falou que eu não ia conseguir.

*beija o ombro*

Dos quatro o que eu mais gostei foi A Culpa é das Estrelas, do John Green. Assim como eu absolutamente tudo que eu coloco aqui eu não quero falar muito sobre e eu não vou, por que vocês leem e ficam sabendo de tudo antes e “ah depois eu vejo rerer”. Mas eu posso adiantar que o livro é muito legal, não é clichê, não é previsível, é super tranquilo de se ler.. É um livro com dois adolescentes com câncer e não é nem sobre câncer nem sobre adolescência! É sobre essas coisas.. todas essas coisas.. estrelas e tal.

O que importa é: Leia esse livro, não leia esse blog. Sério eu sou estranho, escrevo tudo errado, nem leio de novo, eu usava bandana na cabeça pra ir pra aula quando eu tinha uns dez anos… pra quê, sabe?

Pra quê?