Sol em Áries 2019 – 20 de Março a 20 de Abril

O primeiro terço do Outono. A despedida do Verão. É a temporada de Áries; e eu cheguei a pensar em não falar do signo, pra apelar também para um público mais cético,mas veja bem, agora é tarde demais. Pois sim. A vida é feita de escolhas; e na maior parte delas você não vai poder voltar atrás. Quer coisa mais ariana que isso?

Esse foi um tempo em que eu quis desistir de tudo inúmeras vezes, o que é curioso para um signo conhecido pela ferocidade e garra. Foi um tempo de me domar, e ser mais forte que meus impulsos, mas não foram impulsos de dominar ou destruiu, e sim de parar e me afastar silenciosamente.

Eu senti o coração na superfície da minha pele, emoções que vinham até a epiderme e coçavam pra sair. Acho que a superfície precisava ser sentida. Acho que a minha pele precisava de sangue, fogo e desejo. Construí expectativas só pra vê-las sendo arregaçadas. Senti raiva. Não foi bonito ou prazeroso, mas foi honesto e resolutivo. Entre uma mentira frágil e uma verdade bruta, qual você escolheria?

Houve ainda uma sensação de cansaço, mormaço, trabalho inútil. Uma repetição que não constrói nem destrói, só repete. Tédio. Rádio. Central telefônica. Não desligue, sua ligação é muito importante para nós. Me sinto cansado de manter um sistema falido funcionando. As montanhas de pedra, a que servem? Quem desenhou os arcos e desvios dessas estruturas que nos cercam? Quem construiu os muros que nos prendem? Quem misturou o cimento? Quem fundiu o aço, e com que fogo?

No meio disso tudo vem correndo por mim um desejo incontrolável de mudança. Sinto vontade de me recriar, de me tornar tão forte e intenso que nada disso seja capaz de me parar. Quero prazer e alegria, e quero que venha de dentro. Quero me sentir uma pessoa fresca e leve, sensual e deliciosa. Quero escorrer da minha própria boca, quero costas grudadas na parede e cabelo grudado na cara. Quero me sentir à vontade para me sentir.

Enquanto escrevo e penso nisso, sinto vontade de me esfolar, me ferir e sangrar. Não sei como lidar com esse desejo tão auto destrutivo, mas achei interessante. Me cortar ou perfurar não me atraem, tão pouco me queimar. Não quero machucar a mim mesmo e nem corro esse risco, mas ao fim da temporada de Áries, eu sinto como se devesse ter ralado o joelho ou o cotovelo em algum lugar. Acho que o que eu quero mesmo é fuder.

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Este ser está comigo o tempo todo

Ele tem vida própria

Convivo com suas limitações

E ele com as minhas

Me expresso através dele

E ele de mim

Como é mais fácil que os outros o vejam, costumam me julgar pelo que ele é

Alguns dizem que existem muitos tipos desses seres por aí

Outros já berram que não existem mais do que um par

Eu não sei sobre os outros, mas esse aqui que está sempre comigo não cabe num par de definições

É uma jornada entendê-lo, mas é o por ele que sinto o mundo

O deserto dos sentimentos

Já era tarde da noite. Eu estava sozinho, dirigindo de volta para casa. Dessa vez não tinha ninguém me esperando. Isso era novo. Eu ainda não tinha pensado em como seria estar sozinho em casa. Se naquele momento eu decidisse não ir pra casa, nada mudaria para ninguém além de mim. Ao mesmo tempo que eu pensava que isso poderia ser liberdade, também sentia que isso poderia ser um vazio onde ninguém estaria se importando com minha existência naquele momento. Se eu sumisse, só no outro dia iriam perceber. Continuei dirigindo para casa.

Liguei o rádio e coloquei as músicas que eu queria, sempre me preocupar se alguém iria gostar daquilo ou não. De vez em quando algumas poucas pessoas que estavam na rua olhavam, outras nem percebiam (ou não se importavam) com minha passagem ali. Ainda não sabia se aquilo era liberdade.

Chegando em casa, coloquei as chaves no mesmo lugar de sempre e andei pela casa só para conferir que não tinha ninguém mesmo. Entrei em todos os cômodos e, depois de ver que estava realmente sozinho, sentei no sofá. Fiquei ali por um tempo parado, só sentindo aquela atmosfera diferente. Só as luzes que eu queria estavam ligadas, só tinha barulho se eu fizesse.

Quanto mais parado do lado de fora, mais meus pensamentos tinham espaço para navegar. Decidi ir deitar. Não estava com sono, mas queria ficar lá estirado vendo o reflexo das luzes da rua refletidas no teto. Enquanto eu andava em direção ao quarto, percebi que haviam tantos detalhes na casa que eu nunca havia notado.

Deitei e fechei os olhos. Depois de pensar sobre tudo aquilo que parecia ser urgente, minha mente começou a navegar no tempo. Vieram lembranças de quando eu era criança, depois outras mais recentes. Algumas me deixavam feliz, outras me faziam tremer de vergonha. Nossa! Como eu fiz aquilo?! Passei por tantas memórias que comecei a perceber relações entre elas. Memórias se ligaram. Comportamentos que eu não percebia se mostraram tão repetitivos. De vez em quando minha mente viajava para o futuro e eu começa a ver todas as possibilidades que pairavam lá. Planos, vontades, possibilidade de reconectar com o passado. Tudo parecia ser possível. Mas o que escolher?

Minha mente já tinha viajado bastante e provocado mais sentimentos do que um filme francês. Cansada de viajar, ela decidiu me mostrar o abismo. Comecei a pensar sobre minha identidade. O que eu deveria colocar no campo bio do Twitter? Será que eu sou o que eu faço ou o meu trabalho ou as bandeiras que carrego? Como fazer a vida ter sentido? Como eu não conseguia pensar na possibilidade de a vida não ter sentido, então qual seria o da minha? E aquilo tudo que eu gosto, por quê? Ah, quanto mais eu encarava esse abismo mais assustado eu ficava. As perguntas só eram respondidas com outras perguntas. Nenhuma resposta. Onde é que aperta o botão para descer na próxima parada? Já estava desconfortável isso.

Eu sabia que ia achar respostas se continuasse pensando, mas o quanto estou disposto a encarar esse abismo? Vi que nem tudo é respondido de uma vez. Acabei dormindo e meus sonhos se misturando com minhas ideias. Acordei no meio da noite com o quarto gelado porque a janela havia ficado aberta. Fui à cozinha, tomei um copo d’água, sentei na minha mesa de trabalho, escrevi cinco coisas que eu queria realizar, coloquei o despertador para 6h00, fechei a janela voltei a dormir.

O tempo é altamente agressivo. Eu preciso encarar o abismo, mas vou agir antes que o tempo acabe.

Se não nós, então quem?

Acabei de assistir “Infiltrados na Kla*”. Meu coração bate forte, minhas mãos tremem e eu não sei ao certo se o que sinto é raiva ou medo. As vezes penso que é raiva por ver que discursos de ódio ainda estão presentes, mas as vezes penso que é medo, medo disso estar acontecendo forte aqui.

O filme conta uma história que se passou há uns 30 anos atrás. É a cruzada de um policial negro tentando acabar com a KK* local da cidade dele. O filme encerra com cenas de marchas racistas no ano de 2017 e de ataques às marchas do movimento Black Lives Matter.

Na época em que o filme se passou (e pelos relatos do filme), o grão-master da K3* fazia questão de não vestir o capuz, queimar cruzes ou participar das passeatas. Ele também não falava diretamente sobre agressão nos discursos. Tudo era subentendido e propagado pelas seções locais de seus seguidores. O sangue não era derramado diretamente das mãos dele, era por aqueles que o escutavam. Ele precisava se manter “limpo” para cumprir seu objetivo maior, que era levar suas ideias e seus discursos para a política. Seus seguidores desacreditavam em histórias como a do Holocausto. Judeus eram uma ameaça por roubarem trabalho e por terem matado Jesus. Tudo era motivado em nome de um ideal religioso e purista.

O discurso é um campo de batalha e todo discurso é impregnado de relações de poder. O ano é 2019, um político que carrega um discurso de ódio por anos sobe ao poder político máximo do país. Pessoas negam eventos de atrocidades que aconteceram no passado. Um culto ultra-nacionalista e conservador, em nome da igreja, se fortalece. Há uma exaltação a dita família tradicional (pura). As diferenças são tratadas como pontos a serem passados por cima. Tudo em nome de crescer a economia, abrir mais postos de trabalho, e fazer o país prosperar. As pessoas escutam esse discurso de ódio e levam tão a sério que se tornam um perigo maior do que o político, que está lá, protegido, deliberando e postando mensagens “inofensivas”, que a qualquer mal-entendido, ele volta e edita o Tweet.

Esses dias me perguntaram se minha loucura de acreditar que essa suposta violência que aconteceria após as eleições tinha se tornado verdade. Pelo que eu vejo nos comentários e perfis das redes sociais, eu tenho receio até da roupa que vou vestir na rua.

Eu não quero que essa história triste venha se repetir aqui. Que todo esse ódio e intolerância cresça. Não quero que o país se desenvolva às custas de pessoas morrendo, jovens se suicidando por não se encaixarem ou políticas públicas que tiram direitos de quem precisa.

Eu quero lutar nesse campo de batalha do discurso com palavras de amor, de tolerância e de compreensão. Eu quero contar que essas minorias não devem se curvar à maioria, pois a minoria é formada por pessoas. Cada uma dessas pessoas tem sua história e se conhecermos essas histórias elas vão deixar de ser “aquela minoria” para ser a Maria que levanta cedo, pega três ônibus para o trabalho, recebe um salário mínimo, mas mesmo cansada ela toda noite lê para suas filhas; ou então o Roberto, que, apesar de trabalhar na construção civil, não tem uma casa própria.

Nós não queremos mais direitos do que os outros, apenas queremos ser incluídos de verdade para que possamos aproveitar dos mesmos direitos, mesmo que isso signifique colocar cláusulas específicas na lei para garantir isso.

Quem sou eu pra falar estar aqui falando sobre isso tudo? Provavelmente ninguém. Mas se não eu, se não você, se não nós, então quem?

*Não vou escrever o nome aqui porque não quero que esse texto seja achado por isso.

A amizade moderna é constituída por duas pessoas que ficam encorajando uma a outra a fazer terapia.

Bom dia seus freudianos! Hoje eu quero falar sobre terapia. Mas de novo? Sim. Mas o último post já não foi sobre terapia? Sim. Você é obcecado por terapia por acaso? SIM! Completamente! Eu acho tudo, acho incrível, recomendo pra todo mundo. Atualmente eu faço uma vez a cada duas semanas mas se eu pudesse faria com mais frequência; tipo três vezes por semana, TIPO TRÊS HORAS POR SESSÃO.

cuidado com a bicha doida

Talvez eu tenha um vício. Talvez eu precise de ajuda. TALVEZ…. eu deva levar meu vício em terapia pra terapia. É isso que eu vou fazer. Vou sentar na cadeira, bem sério e dizer “Tânia,” olhando nos olhos dela, “acho que você é um relacionamento tóxico para mim.” Daí eu chamo ela de codependente e mando ela ir procurar ajuda.

Tá, eu exagero, mas uma coisa é verdade; só não faço toda semana por não querer gastar o dinheiro. E é por isso que eu não entendo sessões de terapia de meia hora. Em meia hora eu nem me achei no sofá. Também não entendo a instrutora da academia que eu frequento me dizendo que fez um mês de terapia quando tava se sentindo mal. MANA, UM MÊS? Se eu tivesse feito um mês de terapia quando eu tava mal eu acho que teria saído pior do que eu entrei! Em um mês eu mal tirei aquela primeira camada podre de pensamentos ruins que tava por cima; e só pra descobrir que tava mais podre ainda por baixo!

cuidado com a bicha satânica

Não entendo, mas se funciona pra você, se joga mana! No fim das contas eu sei que cada processo é um processo e cada pessoa é uma pessoa, e que o bom mesmo da vida é descobrir o seu caminho. Às vezes o que funciona pra mim não funcione pros outros. Chocante, eu sei, especialmente por que eu sempre tô certo em tudo; mas a vida tem essa mania de não concordar comigo em absolutamente tudo que eu acredito e penso; e a mim só cabe aceitar. E essa é a coisa que o acompanhamento psicológico mais me ajuda a fazer; primeiro olhar para aquilo que estou pensando e sentindo e depois aceitar as coisas como são.

A terapia te ajuda a parar de se enrolar nos fios soltos da vida e te convida a parar, pegar um único fio, e ir desenrolando ele. Aonde será que esse fio vai dar?
Fazer isso traz uma sensação incrível de leveza e prazer que é tipo um orgasmo simultâneo de todos os seus chakras. Raiva, tristeza, alegria, surpresa, desejo, nojo, resistência, nobreza, ego. Tudo isso vem junto no pacote de ser humano, e com uma frequência absurda a gente se esquece disso.

É fácil falar sobre aceitação, amor próprio, desapego, auto-conhecimento e como todas essas coisas nos fazem bem, mas falar sobre isso tudo é discutir conceitos; por que a ideia de plenitude não tem nada a ver com a experiência de plenitude. Não é sobre abrir os braços na frente do sol e sorrir e anunciar gratidão e fazer aquela pose de yoga que as perna fica pra cima. É sobre ir dormir CHEIO DE PROBLEMA, mas achar até gostoso por que no fim das contas… é tão bom ser humano!

Até a próxima amigos. Tenham um bom fim de semana e, VÃO SE TRATAR!


O título desse post veio desse tweet.

Dia de terapia

Então, como estás?

“Essa semana foi impossível, já faz uns quatro dias que eu fico acordada até não aguentar mais e só vou deitar quando eu tô caindo de sono. Se eu tento dormir antes eu não consigo e fico rolando na cama e minha cabeça não me deixa em paz! Pelo menos acordada eu faço alguma coisa e não me sinto tão inútil. Mas o dia seguinte é pior ainda, porque eu não consigo ficar de pé de cansaço e me sinto uma fracassada, que não consegue nem dormir na hora certa.” Rebeca para de falar, mas morde os lábios como quem tem mais a dizer, e olha para a terapeuta com desconforto.

Terapeuta julgando Rebeca

A terapeuta respira fundo e mantém o silêncio por um breve momento. Depois, se levanta, vai até uma estante e alcança um livro grosso, de capa dura e lombada decorada. Ela apoia o livro no colo e abre nas primeiras páginas, para consultar o sumário.

O livro vermelho de jung

Rebeca espera, tentando conter a ansiedade e manter a compostura ao mesmo tempo, e nitidamente não sendo capaz de fazer nenhum. “É como eu imaginava, Rebeca.” Mais uma pausa dramática. “Você quer transar com o seu pai.” O ar da sala fica azedo. “Quê?” “Sim, está escrito aqui.” A terapeuta vira o livro em sua direção. Nas páginas há uma grande tabela de correlações; em uma das células está escrito Fica acordada pra não se sentir fracassada e a célula ao lado diz Quer transar com o próprio pai.  Rebeca permanece atônita. Ela olha para o livro, depois para a terapeuta, depois para o livro de novo.

CONTROLE-SE REBECA!

“Vamos ser honestas, Rebeca; você é bem sequelada.” A terapeuta faz um gesto vago com a mão, de que disse algo óbvio. “E é importante que você entenda; ter problemas é algo completamente normal! Eu por exemplo tenho inveja do pênis da minha mãe.” Ela vira o livro em outra página da tabela e aponta para uma linha; Investe todo o seu tempo no trabalho pra não lidar com os próprios problemas, e na célula ao lado, Tem inveja do pênis da própria mãe. “Eu também não entendi muito bem, mas a psicologia é uma coisa complicada.” Rebeca concorda, agora um pouco mais calma. Ela toma um gole d’água. “É.. eu acho que sim. É difícil passar por isso por me sentir tão exposta mas… eu quero enfrentar isso!” A terapeuta sorri levemente. “Sim, sim, que bom.. vou ser sincera com você Rebeca, seu caso é beeem complicado, mesmo, mas nós vamos lidar juntas. Aceitar a própria situação é o primeiro passo para mudar.” Rebeca sorri.

o autoconhecimento muda vidas!

“Agora, nosso tempo já acabou, e minha próxima cliente já está esperando.” A terapeuta se levanta, se aproxima de Rebeca e sussurra. “Ela é uma mulher adulta que ainda não superou a fase anal da irmã mais velha” Rebeca abafa uma risada com as mãos. “Sim, completamente traumatizada.” Elas se despedem e Rebeca sai, se sentindo aliviada e confiante. Naquela noite, dormiu como nunca antes.

bons sonhos, Rebeca!

Tem muita coisa guardada que eu preciso falar.

Você acredita em segundas chances?

Com a oportunidade de voltar a escrever aqui veio a ansiedade de escrever. Veio não, voltou. A ansiedade voltou, exatamente da mesma maneira e no mesmo lugar em que estava quando eu decidi parar, há uns anos atrás; tipo quando você desliga a máquina de lavar no meio do ciclo, e quando você liga de novo ela já começa centrifugando e tremendo e saindo do lugar, por que os pés estão desalinhados.

Você acredita em lábios que dizem adeus, mas olhos que dizem até logo?

Criar é um ato perigoso. Perigoso porque quando você faz algo, e sente que aquilo foi bom, você sente felicidade, e é uma felicidade que você não sente em outro lugar, comendo uma comida boa, saindo com os amigos.. É um momento único de inspiração, emoção, fritação, bota a mão no coração.. daí você vicia e quer sentir isso de novo e de novo. E receber elogios dá um barato maior ainda. Eu definitivamente tenho um problema em receber elogios; e não é dificuldade em aceitar, é vício em receber mesmo.

Você acredita em estar na hora certa e no lugar certo?

Quem teve a ideia de voltar com o blog foi o Eduardo, mas no fundo do meu coração eu estava pedindo pro universo para que isso acontecesse. No mesmo dia em que ele veio falar comigo eu estava pensando no quanto eu sentia saudade de escrever para um blog, e que eu nunca consegui encontrar um espaço ou plataforma onde eu criasse o que eu criava aqui. Por que o que eu criava aqui era pura e completa ABOBRINHA. Temos baboseira do mais alto nível de pureza. Baboseira extra virgem. Ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue, hidrata os cabelos e a pele. Use uma colher de sopa todos os dias!

Você tem medo de recomeçar?

O verdadeiro perigo de criar começa no momento em que você não consegue atingir as expectativas. Lá está você, chapada de receber elogio, criando e se superando, se sentindo inabalável. Eis que alguma coisa planta uma minhoca na sua cabeça. Você olha pra sua obra e ela está fraca, ruim, chata, anêmica. As expectativas rosnam pra você como cachorros desconfiados; às vezes elas vêm de fora, mas muitas vezes elas vêm de nós mesmos. Você diz que “Não!” e faz cara de confiante, “Eu vou dar o meu melhor!” E aí o seu melhor fica uma bosta, e as expectativas te comem.

Você corta o fluxo de aprovação. A abstinência bate e você fica irritada, triste, paranóico. Você treme nas extremidades e sua frio. Você arranca os cabelo e grita. Você é amarrada numa camisa de força e trancada numa cela com paredes macias. É um momento sombrio na sua vida, mas o tempo passa e com força de vontade e amor próprio, você consegue sair desse poço! Aos pouco você se reabilita e volta; posta uma selfie naquela luz boa. Você vai sobreviver!

Parabéns, eu tenho tanto orgulho de você.

Você já prometeu pra si mesmo que não iria se apaixonar novamente?

É bom te ver de novo. Senti sua falta. Vem cá, vem.

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Era disso que Leonard Cohen estava falando quando compôs Hey that’s no way to say goodbye.mp3

Vou tirar o band aid bem rápido: tô largando o blog de vez.

Eu não me sinto confortável nem à vontade pra escrever aqui há um tempo (tanto que não escrevo), eu tentei me motivar de diversas maneiras e acabei criando mais pressão em cima de mim fazendo uma coisa megalomaníaca que honestamente eu não tenho nem condição de manter. Além disso muitas coisas aconteceram recentemente envolvendo o blog indiretamente e eu sinto que não sou mais bem vindo no meu próprio clubinho.

uma última stock image por todos esses anos

Eu ainda quero continuar escrevendo, mas aqui eu não vou mais, pelo menos por agora. Se vocês me virem por aí a gente se beija, se quiserem saber por onde eu ando comentem aqui, sei lá, a internet não é tão grande assim.

E quanto a você, Timing Perfeito. ME BEIJE UMA ÚLTIMA VEZ, CANALHA, ME BEIJE E ME DEIXE IR. Se realmente fomos feitos um pro outro, nossos caminhos se cruzarão novamente, então adeus, meu querido, meu amado. Adeus.

Hoje eu vou mandar pro paredão o Facebook, por motivos de afinidade mesmo nada contra

Então, era mais ou menos março quando eu falei pros meus amigos que eu ia deletar o facebook por que tava puto com tudo e não aguentava mais e tava achando tudo um lixo. Daí eu ia só escrever um textinho aqui pro blog pra explicar pros meus amigos o porquê e tal e assim que tivesse isso feito eu matava o facebook de vez e acabou. Mas eu me enrolei pra começar a escrever, e nesse meio tempo eu perdi meu celular e fiquei sem forma de comunicação com o resto da vida do planeta que não fosse o facebook, daí eu não deletei. Mas como eu sou cidadão honesto da família brasileira, pago impostos etc, eu trabalhei e comprei outro celular..


quem concordas compartilhas quem discorda curtes quer me beija comenta

E agora, finalmente, eu vou deletar o facebook.

“AAAAAAAH MAS SE VOCÊ QUISESSE DELETAR JÁ TINHA DELETADO E NÃO FICAVA NESSA FRESCURA DE FICAR FAZENDO POST JÁ TINHA DELETADO???” Talvez? Mas não é bem assim, veja só. Querer QUERER mesmo eu quis uma vez ou outra. Era quando eu ficava tão puto com todas as pessoas e tanta abobrinha e tudo que falava pra mim mesmo EU VOU É DELETAR ESSA MERDA E EU NÃO QUERO NEM SABEEEER. Aí a gente brigava jogava prato um no outro, era um horror.. Mas fora os momentos de ódio, o resto do processo de decidir deletar o facebook foi uma conversa séria e calma e muito controlada sobre como a coisa já não estava funcionando mais, e se não tá funcionando mais, me desculpa meu bem, foi bom o que passamos juntos, relacionamentos são assim, vamo cada um pra sua casa, rasgar as fotos. E com o facebook foi assim, ou morria ele, ou morria eu.

E pra não gerar confusão, eu quis fazer um texto, por que assim se alguém vier me perguntar por que eu fiz isso eu vou apenas dizer LEIA MEU BLOG e vou colocar meu óculos de sol, acender um cigarro e sair.. (Depois eu vou voltar e apagar o cigarro, por que eu não fumo, e eu não vou ter outro lugar pra ir (mas eu vou ficar de óculos).)


não mirrita, infeliz

Sem mais delongas, e em triologia (como tudo que é escrito hoje em dia), a história do fim do meu relacionamento com o Facebook.

CAPÍTULO 1 – O ÓDIO

Vamos começar pelo motivo de tudo; há um tempo eu venho me irritando com o modo com que as pessoas vêm tratando nossas representações virtuais. Veja bem, o meu facebook, assim como qualquer rede social, não sou eu e não me representa por completo, ele é uma personalidade, baseado na minha pessoa e nos meus comportamentos e pensamentos, mas pensada e toooooda trabalhada pra ter a ver com as pessoas que interagem comigo nessa rede social, e com o conteúdo que é produzido lá. Em resumo, eu não escrevo documentos como eu escrevo no blog, eu não vivo em 140 caracteres do twitter e, principalmente, eu não sou meu perfil no facebook. De todas as redes sociais, o facebook é o que as pessoas mais levam a sério; se eu não curto no facebook eu não gosto, se eu curto eu amo, se eu não sou amigo da pessoa eu odeio ela, se eu compartilho alguma coisa aquela é minha opinião definitiva, e se eu não compartilho é por que eu não me importo com os animais em extinção no tibete.

A coisa piora quando as pessoas acham que o seu perfil no Facebook responde por você na vida real 100% do tempo, e começam a te cobrar por isso. A pessoa não pode ser ativista e jogar candy crush, não pode gostar de música eletrônica e fazer trilha, não pode ver aquilo, não pode ir em tal evento, seu comportamento online deve ser 100% coerente com sua vida social e profissional. De repente toda a sua atuação na vida real fica comprometida pelo que você faz online, ao ponto de empresas procurarem o perfil da pessoa no Facebook antes de contratá-la.. Tipo.. OI? De repente o seu trabalho e sua vida pessoal viraram uma coisa só, e a sua selfie virando um shot de tequila importa tanto quanto seu rendimento no trabalho. Não importa e não deveria, sua vida pessoal e suas opiniões são uma coisa a parte, e isso não determina nada da sua atuação em meio nenhum.

Chega ao ponto da pessoa te marcar e te mandar mensagem pra tratar de um assunto profissional, oficial, ou [[URGENTE]] em vez de te mandar um email ou te ligar.. e ainda fica brava por que você não viu a mensagem dela que era URGENTEEEEEEE, e eu não quero ter que lidar com isso. Eu não quero ter reuniões profissionais no Facebook, eu não quero resolver situações curriculares via DM, eu não quero tomar decisões nos comentários de uma foto, eu não quero resolver assuntos sérios em um espaço onde meu nome pode ser João Gabriel Guarani Kaiowa e minha imagem pode ser a foto um gato sorrindo tirada do google com a legenda ~Uma Ótima Segunda Feira~.

demoniodocomunismoou isso

CAPÍTULO 2 – O AMÔR

Porém também nem tudo são mágoas, e ter um perfil no Facebook já me ajudou e foi até necessário em diversos momentos. Portanto, pra fazer jus a isso, aqui vai uma lista de assuntos e momentos pra qual o Facebook tem sim sua utilidade:

  • O Facebook é ótimo pra encontrar amigos antigos que você achou que nunca mais ia ver e adicionar esse amigos (pra então bloquear eles um mês depois por que descobriu que eles são pessoas horríveis e você tá muito melhor sem eles).
  • Também é muito bom pra encontrar o perfil daquela pessoa que você tá afim & ver todas as fotos, informações, curtidas & descobrir milhares de coisas sobre a pessoa (e depois falar ao vivo com a pessoa & deixar escapar que sabe alguma coisa dela que você teoricamente não deveria saber, & ficar com cara de paisagem por que a pessoa acabou de perceber que você andou investigando a vida dela.)
  • Ingressos VIP
  • Eventos
  • PÁGINAS! Adoro páginas. As páginas são maravilhosas, são um ótimo recurso, funcionam e são uma boa maneira de te manter atualizado sobre os assuntos, sites, empresas e artistas que você mais gosta.
  • Falando nisso, o Timing Perfeito agora tem página no Facebook!
  • Sim eu sei que isso é muito irônico, mas se eu estou deletando o meu perfil eu preciso de um meio pra avisar as pessoas das postagens, né
  • Promoções que te dão uma avalanche de prêmios socorro pêssega
  • Ingressos VIP!?!?!?!?
  • É tão fácil pegar fotos com amigos e páginas e etc..
  • Passatempo
  • Quando você posta alguma coisa e ganha vários likes, daí alguém compartilha a mesma coisa e ganha metade dos seus likes.
  • INGRESSOS VIPEEEEEEEEE

Tudo isso me manteve fiel ao facebook por um bom tempo, e nessas intermitências de deleto/não deleto, esses foram os motivos que me fizeram QUASE não deletar minha conta, afinal de contas INGRESSOS VIP CARA!!!! Esses motivos eram bons o suficiente pra me fazer esquecer que eu odiava o Facebook, mas eis que alguma tragédia acontecia, e eu me lembrava de todos os problemas causados pelo facebook, inclusive pelos ingressos VIP. De repente eu me vi sem saber o que fazer; foi quando eu percebi que era hora de colocar na balança.

 entendeu? por que o gato é gordíssimo colocar na balança: como eu vejo como minha familia vê como lurdes doceira vê como realmente és

CAPÍTULO 3 – LÁGRIMAS E CHUVA

Daí a balança disse: “TÁ MAGRO DEMAIS VAI MALHAR DELETA O FACEBOOK A PRESSÃO TÁ HORROROSA”

Não, agora sério: por mais que o Facebook seja útil e interessante, eu percebi que eu estava aos poucos abandonando tudo que tornava ele útil, pra poder fugir das coisas que eu mais odiava. Eu já não ficava mais online no chat há muito tempo, que era pra não virem falar comigo de assuntos sérios, eu tava parando de seguir pessoas e só curtia páginas que fossem extremamente relevantes. Eu tirei todo mínimo de informação pessoal que eu consegui do meu perfil, deletei praticamente todas as minhas fotos e me desmarquei da maioria.

O pior de tudo foi perceber que mesmo assim eu ainda perdia um bom tempo fazendo nada lá! Eu não tinha jogos, e não ficava fazendo nada de importante, eu só abria e ficava rodando na timeline, balançando a cabeça e rindo naquele estilo risada de internet em que você não emite gargalhadas, você só solta ar do nariz e sorri de canto de boca. E eu ainda perco tempo precioso fazendo isso, e é muito tempo! Pô, pra escrever esse post eu demorei duas semanas, e com certeza muitas dessas horas foram perdidas no Facebook vendo as mesmas imagens 70 vezes. Lógico, eu ainda pretendo usar o facebook, com a página do blog agora, no futuro talvez uma página profisisonal (se é que ainda vai existir quando eu me formar RISOS?), mas perfil pessoal não vai rolar. Eu não consigo parar de sentir que eu poderia estar aproveitando melhor esse tempo, que eu poderia estar escrevendo, que eu poderia estar explorando novos hobbies, tricotando, jogando futebol.. sei lá, tem tanta coisa nessa vida.

A gente tem que saber o momento de cortar as ligações, pra não acabar mal um com o outro, sem vontade, sem respeito. E não é disso que se trata a vida? De encontros e desencontros? Fins e recomeços? Não é fácil saber exatamente quando é o momento certo. Saber assumir esse fim também não é. Mas temos que fazer do fim uma lição, do limão uma limonada, por que às vezes o azedo da vida é necessário. E como eu disse antes, ou iria ele, ou iria eu. E hoje quem vai é você, Facebook.

Vem pra cá, Facebook!

bonita a comoção agora SAIAM DA MINHA CASA

5 discos pra Primavera

PRIMAVERAEu não me lembro mais por que eu escolhi essa fonte.

A Primavera é um a estação muito bonita, toda trabalhada no floral e nos tons pastéis. Tem cor, tem amor, tem aquelas roupinhas meio estação.. toda a poesia do vestidinho fofo com jaqueta, e aparentemente esse ano a tiara de flor tá com tudo. Agora, o que é que isso significa pra gente? Porra nenhuma. Isso mesmo Clarice Falcão, sai voada que a lista de discos pra primavera não vem toda recheada de corações e salpicada de amor.

Já que chegamos ao final da série eu vou revelar que nenhuma das escolhas dos discos que eu listei aqui fez sentido. Uhum uhum, isso mesmo, falei mesmo. Não fez sentido por que não tinha que fazer, não tinha estudo aprofundado sobre como as notas e progressões de acordes relacionam-se com as de Vivaldi em cada uma das estações que ele compôs, eu fiz uma lista do itunes com o nome de cada estação, olhei a minha biblioteca e fui arrastando os álbuns pra lá, daí eu mostrava alguns para umas pessoas, e perguntava o que eles achavam, pedia sugestões.. Mas a coisa aqui não é coletar álbuns que tenham relação direta com as estações, a idéia sempre foi essa coisa mais sinestésica; ouvir e sentir. E não é bem sentir calor, frio ou cheiro de flores.. é sentir o ambiente, a coisa toda, as emoções e sentimentos que cada estação, ou mês do ano traz..

Aquela vontade de viver no começo do ano e a alegria que é pra mim rever os amigos em casa; a realidade pós começo de ano e férias, quando os problemas começam a acumular e tudo parece mais difícil e solitário; a agonia de uma estação gelada, morta e melancólica; e agora, na primavera, a sensação ao mesmo tempo boa e desesperadora, de que o ano encaminha pra mais um fim e mais um verão, e você ainda tem tanto pra resolver.. Tá sentindo essa sensação? Tá ouvindo esse Dezembro batendo na sua porta? Pois então, hoje aqui no timingperfeito eu, atrasadíssimo e mal amado que sou, vos trago os cinco discos pra Primavera.

HELLO AVALANCHE.
The Octopus Project, 2007

Pra ir completar a lista de metas do ano.

Agora que é primavera então eu vou focar nas coisas felizes e na felicidade ok? Por que essa coisa de melancolia e vnotade de morrer já deu, então vamos ignorar a chuva e o pólen e as tanajuras e as baratas e vamos ser filizes. Pois bem, The Octopus Project é uma banda bem filiz, eu já falei deles aqui em uma quarta feira qualquer. A banda mistura sintetizadores eletrônicos com instrumentos analógicos pra criar músicas divertidas e animadas, variando entre o sutil e o explosivo com muita naturalidade. Esse álbum em questão foca mais nas partes agitas do que nas calmas; o que não significa que as partes calmas não sejam boas, e que as agitadas não tenham lá suas sutilezas; o bom desse compilado de agitação eletrônica é que ele funciona perfeitamente como trilha sonora pra o jogo devideogame que é a sua vida. Daí tá chegando dezembro, e sua lista de metas pro ano tá incompleta… Falta o quê? Academia? Fazer tatuagem? Arranjar um emprego? Fone no ouvido, força no coração e vai.

RUÍDO ROSA.
Pato Fu, 2001

Pra viver em uma modernidade irônica e frenética.

A vida moderna é uma coisa louca. Mesmo com a globalização e o acesso à informação possibilitado pela internet, as pessoas ainda parecem incapazes de compreender conceitos simples; vá dizer viver em harmonia. Aos poucos nos tornamos fechados, egoístas, burros, (alguns até dizem que nos tornamos esquizofrênicos); mas a Internet nos dizem que nós estamos conectados uns com os outros e a TV diz que nós sabemos tudo que nós temos que saber. O problema é que, por mais que a internet negue que na esquina da sua rua tem dois mendigos brigando por um pedaço de frango e que a TV diga que a única coisa que falta na sua vida é tal produto; você ainda é um ser humano com sentimentos e não é o único no mundo. A modernidade é louca e é cão, mas apesar de tudo é diversa, e tem lá seus momentos de lucidez, podendo até (pasmem) ser bela. Como isso se relaciona com a primavera eu não sei explicar ao certo, apenas ~sinta~… tá sentindo? Massa, vam pa próxima.

THERE’S LOVE IN YOU.
Four Tet, 2010

Pra quem tá amargo e maldito.

Tirando as pessoas que vivem em um comercial de margarina, todo mundo sofre. Todo mundo já apanhou dessa vida, uns mais, outros menos..  Tem gente que consegue bater a poeira e continuar sorrindo no salto alto, tem gente que fica amargurada e descrente da vida. Mas a vida é mais, e Four Tet taí pra lembrar a gente que existe amor em você. Não tô falando de amor romântico especificamente, There’s Love in You é bom pra renovar a vida, a crença nas pessoas e nos seus sonhos, na música.. Para um dia, desliga tudo, põe uma toalha no sol, deita e fique ouvindo os sons eletrônicos delicados e otimistas do álbum. Uma ótima trilha sonora pra esquecer dos problemas do mundo.

RAY GUNS ARE NOT JUST THE FUTURE.
The Bird and The Bee, 2009

Pra um amorzinho de primavera, vá. (cotas pro amor nos posts)

“Meu amor, me deixe ir de novo, pro topo do escorregador”, diz Inara George, ao abrir o cd, e continua “Ei, garoto, me leve pra sair hoje. Eu não tenho medo de todas as razões pelas quais nós não deveríamos tentar” (me chama, TVZ). A primeira  música do álbum já fala de se entregar, se entregar de novo, viver a sensação de queda livre de novo e de novo. Os temas continuam, falam da chama que você ainda guarda por aquele que foi embora de repente, de percorrer distâncias por alguém, estar lá nos momentos de fragilidade, ser tomado de supetão. Por vezes o protagonista comanda, como em Witch, e em algumas músicas os temas variam, falam da modernidade conturbada, do futuro.. Mas de modo geral, Ray Guns é um álbum sobre ceder, esquecer tudo, se tornar ingênuo, incocente, e se render a uma paixão; sem que isso te torne mais fraco ou menos dono de si. Eu sei que eu me tornei diabético só de escrever isso, mas quem nunca, né?

Hercules & Love Affair HERCULES AND LOVE AFFAIR.
Hercules and Love Affair, 2008

Pra curtir a bagunça.

Entre finais de ano e amores, correria e olhares pimpões, euforia e auto descobrimento.. A primavera é uma bagunça. Bagunças podem fazem a gente surtar, gritar com as pessoas, dar chinelada na boca de quem enche o saco e ter um colapso nervoso caído no chão (ex: minha vida); mas bagunças também podem ser um ambiente mais descontraído, plorífero e aconchegante, (nem que seja pra bactérias e insetos ex: meu quarto), é tudo uma questão de dosar direitinho pra não virar tudo uma zona. Hercules and Love Affair é uma banda que sabe dosar, sejam as referências, os sintetizadores, os momentos instrumentais.. Passeando entre momentos mais calmos e mais agitados, a banda cria um cenário alegre e divertido, sem ser brega ou forçado; é colorido, tem camadas e mais camadas, é cheio de estilo.. seja enquanto você descansa ou enquanto dança, Hercules and Love Affair faz a bagunça primaveril ficar bem menos caótica do que parece.

Só pra ficar claro, eu estou atrasadíssimo sim, já é quase verão, mas antes tarde do que mais tarde. E eu juro que não é por falta de querer gente, mas tô numa correrira que tô precisando botar despertador pra me mandar ir no banheiro. Eu vejo vocês em breve.